segunda-feira, 18 de março de 2024
1º B - HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
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1º B - COMO APLICAR A NOVA BNCC NO PLANO DE AULA?
Como aplicar a nova BNCC no plano de aula?
Neste artigo, vamos ilustrar esta nova abordagem educacional que propõe um outro foco para os objetivos de aprendizagem, que deixam de estar vinculados à memorização de conteúdos e passam a valorizar, principalmente, a capacidade dos alunos em aplicar os conhecimentos em contextos diversos. Essa modificação, entretanto, não é tão simples para quem é educador, pois exige uma mudança profunda na estruturação das aulas e dos currículos. Com este artigo, pretendemos explicar a estrutura da base e ajudar os educadores a utilizar a BNCC na montagem de seus planos de aula.
O que é a Base Nacional Comum Curricular?
A BNCC é o documento normativo que estabelece quais competências os alunos brasileiros necessitam desenvolver em cada etapa curricular nas redes de ensino, tanto em instituições públicas quanto nas privadas, tornando-se uma referência obrigatória para elaboração dos currículos escolares e propostas pedagógicas. Ela abrange os níveis de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.
No Ensino Fundamental, as competências e habilidades são apresentadas por disciplina, sendo que estas estão contempladas em áreas do conhecimento. Por exemplo, a área de Ciências Humanas é composta pelas disciplinas de Geografia e História. Além da definição referente ao nível das disciplinas, também ocorre a especificação das competências e habilidades por ano escolar (do 1º ao 9º). Essa definição por anos não ocorre no Ensino Médio.
O que podemos entender com isso?
A nova BNCC trará mudanças diretas para o sistema educacional brasileiro, pois esse documento normativo dispõe as diretrizes para orientar professores e outros profissionais da educação na estruturação dos cursos e das aulas orientados pelo ensino baseado em competências e habilidades. Ela é, também, uma mudança no paradigma educacional e, por isso, levará um tempo até que consigamos colocá-la em prática, visto que os próprios educadores precisarão se reinventar para que a BNCC seja efetivamente aplicada.
No entanto, a diferença entre habilidades e competências é difícil de compreender, porque ambas possuem similaridades e estão extremamente relacionadas.
A confusão entre as duas acontece, principalmente, quando nos referimos a habilidades cognitivas, as quais soam muito parecidas com as competências. As habilidades são capacidades mais relacionadas ao campo da operacionalização. Por exemplo, no futebol, poderia se entender que “saber driblar” é uma habilidade importante.
Já as competências são capacidades relacionadas a situações mais amplas e que, portanto, precisam de um conjunto de capacidades mais específicas (habilidades) para se realizarem. Seguindo no exemplo do futebol, uma competência poderia ser “conseguir fazer os gols decisivos da partida”. Essa capacidade se configura como uma competência porque “fazer gol” é um dos principais objetivos do jogo e as competências estão relacionadas principalmente à execução de trabalhos e o alcance dos resultados desejados.
Relacionando-as com o nosso exemplo, a habilidade de “saber driblar” é apenas uma de um conjunto de várias habilidades necessárias para atingir a competência de “conseguir fazer os gols decisivos da partida”. Ela sozinha não garante que os gols sejam feitos, pois além de saber driblar, um jogar precisa ter outras habilidades para fazer os gols.
Na própria BNCC, temos este exemplo para ilustrar a diferença entre elas:
Quando uma das competências da disciplina de Geografia do Ensino Fundamental é “Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas”. Para que essa competência seja desenvolvida, está previsto o desenvolvimento de habilidades como “Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.)” e “Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente”.
Contudo, é possível perceber que a competência se refere a uma capacidade mais ampla e relacionada a execução de trabalhos e à obtenção de resultados desejados, enquanto as habilidades se referem a capacidades mais operacionais para alcançar este objetivo final.
Compreendendo estes conceitos e suas diferenças, estamos prontos para demonstrar como estas competências e habilidades se aplicam nas seguintes etapas de ensino:
A etapa do Ensino Fundamental é dividida em 5 áreas do conhecimento:
- Linguagens
- Matemática
- Ciências da natureza
- Ciências humanas
- Ensino religioso
As áreas do conhecimento são subdivididas em disciplinas, as quais não vamos especificar neste artigo pois são muitas. Cada uma das disciplinas é separada em “anos iniciais” do 1º ao 5º ano e “anos finais” que vão do 6º ao 9º ano. As competências são associadas às disciplinas e a cada um dos anos possui habilidades específicas. As mesmas, no entanto, são definidas, por disciplina, para toda a etapa do Ensino Fundamental. Já as competências não estão relacionadas com os anos. Para facilitar o entendimento, vamos dar um exemplo:
A disciplina de Geografia, que está dentro da área das Ciências Humanas, possui 7 competências para o Ensino Fundamental. Depois de apresentadas as competências, o documento inicia a apresentação das habilidades por ano, primeiramente dos anos iniciais. Em cada um dos anos são estabelecidas uma série de habilidades que precisam ser desenvolvidas naquela disciplina. O mesmo padrão se repete para os anos finais.
Espera-se que ao sair do ensino fundamental o aluno tenha desenvolvido todas as competências estabelecidas para esta etapa, as quais foram sendo desenvolvidas conforme se iam trabalhando as habilidades.
Modelo de plano de aula usando um BNCC
Apresentamos ao fim do texto um exemplo de como pode ser estruturado um plano de aula baseado na BNCC. Neste modelo, está presente tanto a competência, que seria a finalidade maior a ser alcançada com o conjunto das aulas, quanto a habilidade da BNCC que será trabalhada. Entretanto, existe um nível de especificação de trabalho maior, pois com base na habilidade vinda da BNCC, que ainda é bastante ampla, o professor define uma habilidade específica para a aula, a qual nós denominamos de “habilidade aplicativa”. A habilidade aplicativa é construída da seguinte forma:
São definidos os verbos que constituem o objetivo da aprendizagem, que devem estar relacionados aos objetivos da habilidade da BNCC. Depois, especifica-se o recurso didático principal utilizado na sala de aula. Por fim, a competência é colocada como o objetivo maior a ser desenvolvido com a habilidade trabalhada nessa aula. A estrutura escrita fica:
VERBO E OBJETO DO CONHECIMENTO + por meio de RECURSO DIDÁTICO + para COMPETÊNCIA
Por exemplo, a partir da habilidade da BNCC “Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.)”, uma habilidade aplicativa para a aula poderia ser “Elaborar coletivamente as regras de convívio da sala de aula por meio de roda de conversa e votação para agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários”.
Abaixo você pode ver como fica uma estrutura do plano e pode baixar um arquivo editável para usar o modelo nas suas aulas!
https://blog.elos.vc/como-aplicar-a-nova-bncc-no-plano-de-aula/
Paula Vanacor
Analista de Atendimento da Mconf, represento os humanos por trás das máquinas. Sou formada em Geografia (Licenciatura e Bacharelado) e mestre em Geografia. Não sou muito fã de séries, prefiro filmes.
quarta-feira, 13 de março de 2024
1ºB AÇÃO PEDAGÓGICA, UMA PRÁTICA CARREGADA DE INTENCIONALIDADE
O
planejamento tem como características básicas:
Evitar
o improviso;
Prever
o futuro e estabelecer caminhos que posso nortear mais apropriadamente a ação
da educação;
Prever
o acompanhamento e a avaliação da própria ação; avaliação e ação andam lado a
lado numa relação de complementação.
De
acordo com Santana (1995), o planejamento educacional pode ser caracterizado
como “processo contínuo que se preocupa para onde ir e quais maneiras de chegar
lá, tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, que atenda às
necessidades da sociedade”.
O plano de ensino é um processo de decisão
sobre a atuação concreta do professor no cotidiano de seu trabalho pedagógico,
envolvendo as ações e situações em constantes interações entre professor e
alunos e entre os próprios alunos. O planejamento é um processo de
racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a
atividade a cada problemática do contexto social. Logo, a escola, os
professores e os alunos são integrantes da dinâmica das relações sociais; tudo
que acontece no meio escolar está atravessado por influências econômicas,
políticas e culturais que caracterizam a sociedade de classe, o que significa
que os elementos do planejamento escolar – objetivos, conteúdos, métodos –
estão cheios de implicações sociais; por essa razão, o planejamento é uma
atividade de reflexão das nossas opções e ações.
Levando
em conta os aspectos apresentados, a próxima etapa do plano é organizar
os elementos que o constituem:
Objetivos
– metas traçadas, o que se pretende alcançar; a sua formulação está diretamente
relacionada à seleção de conteúdo.
Conteúdo
– área de conhecimento, saber sistematizado, hábitos, atitudes, valores e
convicções.
Metodologia
– o que faremos para alcançar os objetivos propostos, conjunto de métodos
aplicados à situação didático-pedagógica.
Recursos
– consiste na utilização de materiais físicos e humanos no processo de
ensino-aprendizagem.
Avaliação
– momento de reflexão de todo o processo. É uma etapa presente cotidianamente
em sala de aula, exercendo função diagnóstica, uma vez que identifica as
dificuldades e os avanços na aprendizagem do aluno e na própria prática
docente, proporcionando melhoria nesse processo, através da reflexão constante.
1ºB AÇÃO PEDAGÓGICA, UMA PRÁTICA CARREGADA DE INTENCIONALIDADE
PLANOS DE ENSINO
Plano do curso
O plano do curso é a previsão do conteúdo a ser aplicado em um período determinado, plano anual.
É a previsão de conhecimentos que serão desenvolvidos e as atividades que serão realizadas durante um período de tempo. É a previsão do trabalho do professor e alunos. É o desdobramento do Plano Curricular da escola e geralmente, tem a duração de um ano letivo.
Plano da unidade
O plano da unidade é o detalhamento do previsto no plano do curso, dividindo o conteúdo em unidades relacionadas. Unidades didáticas. Desdobramento do Plano de Curso. Exemplo: um plano de curso com 5 unidades. Uma unidade é detalhada, o plano de unidade está contemplando está unidade específica.
Plano de aula
Por último, o plano de aula é a programação dos assuntos a serem trabalhados no dia letivo em questão. Esse é o modelo mais específico entre os três apresentados. o detalhamento do planejamento diário de cada disciplina/aula.
Já o planejamento da aula é a sequência de tudo o que será desenvolvido em sala de aula no dia letivo, especificando o comportamento esperado dos alunos e os meios que serão utilizados para sua realização. O plano de aula deve conter os estímulos adequados aos alunos para motiva-los, e criar uma atmosfera de comunicação entre professor e alunos a fim de favorecer o aprendizado.
Para
ensinar, é fundamental que seja realizado um planejamento, o qual serve como
guia para o professor na sua prática.
1ºB AÇÃO PEDAGÓGICA, UMA PRÁTICA CARREGADA DE INTENCIONALIDADE
AÇÃO PEDAGÓGICA, UMA PRÁTICA CARREGADA DE INTENCIONALIDADE
Significado da prática de planejar e replanejar ao longo do processo
Planejamento Educacional – também denominado Planejamento do Sistema de Educação, “[...] é o de maior abrangência, correspondendo ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual ou municipal. Incorpora e reflete as grandes políticas educacionais.” (VASCONCELLOS, 2000, p.95).
Vale para todo sistema educacional.
Planejamento de Ensino é a especificação do planejamento curricular. Previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para o ano ou semestre. É desenvolvido, basicamente, a partir da ação do professor e compete a ele definir os objetivos a serem alcançados, desde seu programa de trabalho até eventuais e necessárias mudanças de rumo. Cabe ao professor, também, definir os objetivos a serem alcançados, o conteúdo da matéria, as estratégias de ensino e de avaliação e agir de forma a obter um retorno de seus alunos no sentido de redirecionar sua matéria. Planejamento de Ensino deve prever:
segunda-feira, 4 de março de 2024
1ºB - RECURSOS PARA TRABALHAR AS HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS
RECURSOS PARA TRABALHAR AS EMOÇÕES
POTE DE EMOÇÕES
Alegria, tristeza, raiva, calma e medo: como lidar com as emoções? A brincadeira pode ajudar
HISTÓRIA
Sabe-se que identificar, reconhecer e nomear os próprios sentimentos, bem como, saber lidar com eles, não é tarefa fácil. Por meio do “emocionômetro” d esta aprendizagem é muito divertida e significativa.
Depoimento de uma professora que trabalhou este recurso em sala:
Para ilustrar um pouco mais o tema, as crianças também tiveram a oportunidade de assistir ao filme Divertida Mente, que retrata muito bem essa questão dos diferentes sentimentos que permeiam nossa personalidade e como reagimos diante de cada um deles.
O COTIDIANO DA ESCOLA NO ENSINO FUNDAMENTAL I - ESPAÇO DE SOCIALIZAÇÃO II
Socialização é aprendizado
A escola tem uma importante função social e promove a consolidação do processo de socialização das crianças.
Na escola:
A criança constrói parte da sua identidade de ser e pertencer ao mundo, ao grupo... Através das relações e da apropriação e conscientização da sua história de vida e da história do seu país, do seu estado, do seu município, do seu bairro, da sua rua...
E
A história da sua escola!
Você já parou pra pensar que está participando da história da sua escola? Como você tem marcado essa participação?
Na escola:
Adquire os modelos de aprendizagem tendo contato com princípios éticos e morais da sociedade a qual faz parte..
No Brasil, caráter social da escola é sustentado por lei – mais precisamente a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes da educação nacional:
“Art.1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
- 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.
- 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social.”
Nessa realidade construída com a participação de todos, dotada de regras estabelecidas, as crianças trocam experiências umas com as outras. Experiências que permitem aprender, somar conhecimentos e, consequentemente, desenvolverem aspectos cognitivos e interpessoais.
Mas há momentos em que as crianças estão livres para fazer opções, escolher com quem conversar, onde e como brincar... a hora do recreio é um dos momentos em que a convivência permite esse amadurecimento e maior autonomia. A convivência na escola é determinante para o desenvolvimento da criança, além de promover o contato com os conhecimentos, com o saber e a cultura de forma sistematizada. A educação é um processo social. A educação contribui para formação dos cidadãos pertencentes a uma sociedade. Uma sociedade crítica, democrática, planejada pelos por todos que a compõem.
3ºB - RECORDANDO
RECORDANDO COMPETÊNCIAS Definidas como a "mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas comple...
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O COTIDIANO DA ESCOLA NO ENSINO FUNDAMENTAL I ▪ Espaço cultural; ▪ Espaço de socialização; ▪ Espaço de construção de conhecimentos TEXTO 1 C...
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RECORDANDO COMPETÊNCIAS Definidas como a "mobilização de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas comple...
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Projeto: “Folclore: Resgatando Tradições” Disciplina / Área: Todas. Público Alvo: Comunidade escolar. Cronograma: 15 a 31 de agosto de 20...



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